Rock in Rio em qualquer lugar



Piada recorrente nos últimos anos, por não ser (só) Rock e nem ser no Rio, o Rock in Rio voltou a acontecer no Rio após 10 anos. E nesta quinta iniciou-se o segundo final de semana de mais uma bem sucedida edição deste festival que vem repetindo uma boa fórmula nos últimos anos.

Sim, últimos anos, porque entre as quatro edições do Rock in Rio Lisboa e as duas do Rock in Rio Madrid passaram artistas do porte de Paul McCartney, Roger Waters, Metallica, Foo Fighters, Red Hot Chili Peppers, Amy Winehouse, Bon Jovi e público superior a um milhão e meio de pessoas. 

Isso sem contar a edição original, que foi um dos maiores e melhores da história. O mérito de Roberto Medina foi ter feito algo imenso e de renome partindo praticamente do nada. Em Janeiro de 1985, um Brasil emergindo da censura da ditadura recebia ninguém menos que Queen, AC/DC, Ozzy Osbourne, Iron Maiden, Yes e outros, em uma época que artistas desse porte não desembarcavam nesse continente.



Comercial do Rock in Rio 85



Porque, então, fora a piada, vemos tantas criticas ao evento em outros locais?

Seria apenas por causa do nome? Deve ser, afinal não vejo ninguém achando ridículo o Loollapalooza ter uma edição aqui ano que vem ou sobre o Monsters of Rock ter tido acontecido quatro vezes em São Paulo nos anos 90.

Ou possivelmente é nossa síndrome de cachorro vadio que impede valorizarmos uma marca de festival brasileira dando certo lá fora? Enquanto isso festivais internacionais com edições aqui são motivo de comemoração.
Por isso tudo, e pelo que virá, viva o Rock in Rio!

Por fim, imagine um Rock in Rio São Paulo... será que o velho bairrismo deixaria isso funcionar? Acho que no final é só colocar bandas famosas que nós paulistas pagaríamos (e, como sempre, caro) pra ir. Você iria?





Rodrigo

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