Sucessor do game Red Dead Revolver (2004) segundo a produtora Rockstar San Diego, dona da franquia desde 1985 a qual pertencia a Capcom, Red Dead Redemption lançado para os consoles PS3 e Xbox 360 é ambientado no velho oeste aos moldes italianos de direção (o que chamam de Wertern Spaghetti), digamos que além de botas com esporas, cavalos, paisagens de cores quentes, predomina-se também um tanto a mais de sanguinolência.
O game é por muitos definido como GTA no velho oeste, não se pode dizer que é um erro completo defini-lo assim, já que é conduzido de maneira semelhante com missões principais e recompensas em dinheiro/fama com pequenos objetivos relâmpagos durante o percurso. No entanto, para nossa felicidade, ele vai muito além, o jogo insere o player num ambiente ímpar, cenários bem construídos com boa qualidade gráfica, clima desértico, colinas e o laranja do pôr do sol são elementos quase constantes no decorrer da trama, ao passo que a sonoplastia acompanha toda essa a atmosfera, com momentos de calmaria que subitamente mudam para o melhor estilo bang bang sem canastrices.
Como personagem principal se tem John Marston, bandido aposentado que se vê obrigado a caçar outros criminosos para recuperar sua mulher e filho que estão sob posse do governo como moeda de barganha. Não é um enredo surpreendente, mas este deu liberdade ao jogador em construir a personalidade do cowboy sem que isso afetasse que sentido da história. Quando digo construir personalidade me refiro que as ações de Marston durante os objetivos vão definindo o nível de honra, ou seja, se ele auxilia um velho senhor a domar um cavalo além de recompensas ainda ganha um quê a mais de carisma, caso contrário ele começa a ser visto com maus olhos por autoridades entre outros. Ou seja, nada impede do personagem ser um completo mau caráter que quer salvar sua família.
O fator jogabilidade é um ponto forte, existem inúmeras opções de ação durante um confronto, desarmar, atirar, laçar... além do mais utilizado, o Dead Eye, um recurso que ao mirar e apertar o analógico tudo fica mais lento e é possível marcar as partes do corpo as quais você vai atirar. É possível interagir com grande parte do cenário, jogar poker, Black Jack e para testar sua rapidez no gatilho (sim, essa frase tinha que fazer parte da coluna) entrar em duelos.
Para aqueles que se apaixonaram ainda existe a expansão, Undead Nightmare, com uma mistura bastante interessante: cowboys e zumbis. Vale conferir.
Aclamado pela crítica e acima de tudo pelo público não por menos, o jogo tem os elementos cuidadosamente dosados de modo a te tornar o melhor do que se espera de um herói ou anti-herói de faroeste.
Miyuki


