O iPad paira sobre o mercado de tablets. Apesar de conhecido como um legítimo integrante do setor, a máquina da Apple não concorre com as tablets de outras marcas, como Samsung, Motorolla, Semp Toshiba e por aí a fora. Isso porque o iPad criou um mundo à parte. Um mundo de aplicativos e dispositivos que não se relaciona com outros tablets, senão com o próprio iPad. Uns dizem que o sucesso vem do marketing, outros da funcionalidade do produto. O fato é o sucesso.
Uma reportagem do semanário britânico The Economist concorda: todos os tablets alicerçados nos sistemas operacionais Google Android, Microsoft Windows, BlackBerry - entre outros -, falharam na busca pelo ímpeto consumista dos neófitos. A Apple detém cerca de 60% do chamado mercado das tablets. Enquanto os outros 40% estão divididos, ou melhor, esgarçados pelas demais marcas. Uma delas, a HP, resolveu deixar de lado a produção de tablets. Alguns investidores da empresa, porém, não entenderam a decisão. Os que entenderam, aplaudiram. Mas não evitaram que as ações da companhia despencassem 20% na semana passada.
Por que abandonar o Olimpio do mercado de tecnologia? Faz sentido?Não é lá que os consumidores estão? Sim, mas a batalha da HP e de todas as outras desenvolvedoras de tablets não foi perdida em razão dos recursos técnicos dos seus produtos. Não foi por falta de esforço e competência. Eles são bons. Muito bons. A questão é que a Apple, assim como afirma a reportagem da revista inglesa, soube criar uma categoria distinta de tablets. Os aplicativos dispostos exclusivamente aos usuários de iPads chegam mais de 90.000, ao passo que aos do Android não passam de 300 O iPad agregou valor à experiência das tablets. Ao contrário dos outros, que apenas reduziram os enormes desktops a aparelhos com telas de 10 polegadas.
Motta

