
Dirigido por Tim Schafer, responsável por jogos com grande repercussão entre os críticos, mas nem tanta entre o público, como Full Throttle, centrado numa banda de motoqueiros (The Polecats) e Grim Fandango, cujo tema é o dia dos mortos. Brutal Legend não perde o perfil do criador, o que vem se intensificando cada vez mais após sua saída da Lucasarts para fundação da sua própria produtora Double Fine Productions. O jogo é um misto de ação e aventura com um grande diferencial para quem é apreciador de heavy metal.
Em terceira pessoa, o jogador controla Eddy Riggs, um roadie (profissional responsável dos bastidores das apresentações), um apaixonado pelas raízes do metal e cansado das bandas atuais, típica crítica dos saudosistas apreciadores do estilo, o que não poderia deixar de estar presente no game. A história se inicia quando o personagem é transportado para o mundo do metal o qual se encontra dominado por forças malignas e cabeludos escravizados. Cabendo a ele salvá-lo junto com seus três itens indispensáveis: um machado, a guitarra (Gibson) e um carro super powerfull. Dê primeira vista já se vê que o primeiro serve pra combates individuais, o segundo para ataques em áreas, através de solos cada vez mais potentes desenvolvidos conforme se vai progredindo no jogo, e o terceiro para explorar todo o cenário de aproximadamente 64km² e matar alguns inimigos de grande porte.
O ambiente, dublagem e caracterização dos personagens proporcionam um toque ímpar ao game. Para começar Riggs é totalmente baseado nas feições de Jack Black, um pouco menos rechonchudo e muito mais musculoso, e dublado pelo mesmo, o que deixa bastante cômica algumas partes. Não suficiente ainda estão presentes Ozzy, como o Guardião do Metal, Lemmy (Motorhead) como Kill Master, além de Rob Halford (Judas Priest) e Lita Ford (The Runaways).
Um jogo legal para um player não habituado com a história e integrantes do Heavy Metal, mas para os fãs não pode ser resumido em nada menos que fantástico. As músicas e referências tornam tudo mais interessante e empolgante. Digamos que é um game direcionado, fácil, não chega a conquistar o público massificado, está mais para uma declaração aos apreciadores desse nicho musical.
Miyuki

