por Gore
Filmes baseados em jogos de video-game, jogos baseados em filmes. Por que é tão dificil agradar uma base de fãs sem decepicionar a outra? Ou por que é tão dificil adaptar um para o outro se a história original parecia tão boa e pronta para ser transportada?
Assisti o primeiro filme da saga Resident Evil (Resident Evil – O Hóspede Maldito) em casa, sozinho e com muito preconceito no corpo, na alma e no coração (Fera Ferida mode). Óbviamente que, começando assim, não tinha como gostar.
Mas evolui, não passei a gostar do filme, mas aprendi a aproveitar uma adaptação. E como uma adaptação ele é bem legal. O segundo menos, mas ainda assim legal. O terceiro eu não assisti, e fui assim para a sessão de Resident Evil 4: Recomeço, sem saber o que aconteceu entre a segunda e a quarta parte, assistir uma adaptação para o cinema de um dos jogos dá serie de mesmo nome.
Errei novamente. Mas sem decepção dessa vez.
No filme, Alice acredita ter destruído de uma vez por todos a organização Umbrela e agora segue atrás dos seus amigos, de outros sobreviventes e da esperança de um local seguro para recomeçar.
Mas, pera ae… Em qual dos jogos isso acontece? NENHUM! E é ai que eu entendi o plano de Paul W.S. Anderson. Para assistir essa série devemos esquecer o que aprendemos nos jogos. Sério, é mais divertido. Claro, se você jogou RE (principalmente os mais recentes) vai aproveitar muito os easter eggs, personagens e alguns outros detalhes extraidos dos jogos, mas no geral é um filme de ação hardcore contra zumbis. Muitas mortes, explosões, miolos, armas gigantescas (você vai entender assistindo) e clichés. É divertido, eu garanto.
Não temos grandes atuações. O ator que faz o Wesker me conquistou na sua primeira aparição, de poucas palavras e mandão me pareceu a atuação ideal, mas perdeu pontos quando começou a articular frases. Cumpriu o dever.
Wentworth Miller imita perfeitamente o dublador de Chris Redfield nos jogos, disso não da pra reclamar.
Claire Redfield que me fez babar pela Ali Larter pela primeira vez. Não sei bem por que, mas como ela tá foda na cena do chuveiro! (não, não é por isso leitor pervertido) e a Milla Jovovich fazendo o mesmo papel besta e que não existe em jogo algum. Temos uns outros coadjuvantes, mas nenhum que seja bom ou ruim demais. Apenas ria deles na hora certa.
O que vale a pena mesmo são as cenas de ação, o filme foi filmado em 3D tornando a experiência realmente diferente, isso tudo aliado à aquela tela absurdamente grande e o som de ótima qualidade da sala Imax me fazem querer assistir o filme novamente. O diretor abusa das cameras lentas e dos frames congelados, chega a ficar chato em alguns momentos, mas em outros emprega tão bem que tudo vale a pena. A cena de abertura é absurdamente linda, plasticamente e sonoramente. Tudo casa tão bem que até distoa do resto do filme.
Com um roteiro fraco, uma direção justa e atuações também medianas o filme vale ser assisto somente na sala Imax. Sei que pode parecer exagerado, mas não acho que a cena inicial ou a do banheiro (ai ai, Ali Larter ruiva e molhadinha no banheiro) tem tanto impacto em salas menores ou 2D, e ai ele se torna apenas mais um filme de ação legalzinho.
PS: Caso você assista, tenha em mente o passado de Wentworth Miller no contexto da primeira cena em que ele aparece. Impossível que isso não tenha sido proposital.
Elenco(voz): Alice (Milla Jovovich), Claire Redfield (Ali Larter), Chris Redfield (Wentworth Miller), Albert Wesker (Shawn Roberts).
Gore escreve para o Blog ECC sobre filmes, música, games e o que der vontade...


