Skrek para sempre!




por Gore
E chega ao fim (pelo menos é o prometido) a saga que provou ao mundo que animações, 3D ou não, não são filmes infantis. Mas, mesmo após “Sherk Terceiro”, podemos esperar um final decente para a incrível história do nosso querido ogro verde?
No filme de 2001 nós conhecemos um mundo dos contos de fada onde os personagens são caricatos ao extremo e como as suas qualidades e defeitos influenciam em uma vida normal. Isso abriu um leque absurdo de possibilidades para piadas e referências pop, muitas delas adultas, sem perder o apelo infantil. O que nos surpreendeu e fez rir muito no primeiro, foi o que nos fez rir muito no segundo, e foi o que nos fez rir no terceiro e, bom, é o que diverte no quarto
Shrek Para Sempre é mais do mesmo. Para alguns, ótimo, não temos surpresas nem risco. Eu sou do tipo que gosta de ser surpreendido, mas antes a sinopse.
Shrek construiu uma família. Tem um lar feliz, filhos saudáveis e uma esposa que o ama. Amigos presentes e (quase) ninguém para atormentá-lo. Mas ele não está feliz com isso, quer voltar a ser um ogro e poder comer camponeses em paz, é então que Rumpelstiltskin aparece e como de praxe oferece um trato que irá beneficiá-lo (o anão, não Shrek). Em troca do passado que faz falta ao “gordo esmeralda” Rumpel pede “apenas” um dia de sua vida. Dia esse que muda o reino de  Tão Tão Distante que conhecemos. E, como vocês adivinharam, Shrek precisa desfazer a m****.
É uma história pouco original, vocês já viram esse recurso sendo usado em basicamente qualquer outra mídia que já tenha contado uma história e o pior é que esse é o sentimento com relação ao filme todo.

Não me entendam mal, o filme diverte, mas é o que eu disse la em cima,  mais do mesmo.  Podemos agradecer o recurso da “realidade alternativa” pelo ar de novidade presente o tempo todo e é o que garante a maior parte das surpresas do filme. O resto é um tanto sem graça, parece que depois do fraco Shrek Terceiro os roteiristas simplesmente desistiram de tudo, as boas piadas são raras e quase previsíveis para quem está escolado na trilogia. O antagonista de Shrek neste filme é o razoável Rumpelstilskin que é divertidinho mas não segura tão quando os vilões anteriores (talvez isso ganhe força por não termos tanta cultura com o personagem aqui no Brasil)  e a adição do flautista de Hamelin, que ficou MUITO legal (melhor até que o Rumpel) mas acho que mal aproveitado, as “novas versões” dos personagens divertem um pouco mas não o suficiente para segurar o filme.
No final das contas o filme é divertido, vale ser visto no cinema pelo valor histórico mas não é nem de longe o final que o primeiro merecia, mas é o final que a quadrilogia merece.
E não se preocupem em assitir em 3D. O custo/benefício não vale.


Tempo: 93 minutos
Direção: Mike Mitchell
Elenco(voz): Shrek (Mike Myers), Fiona (Cameron Diaz), Burro (Eddie Murphy), Gato de Botas (Antonio Banderas), Rainha (Julie Andrews), Rei (John Cleese) e Rumpelstiltskin (Walt Dhorn).

Gore escreve para o Blog ECC sobre filmes, música, games e o que der vontade...

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